quarta-feira, 3 de março de 2010

Lapso


Quero ser lembrada por meus devaneios.
Não apenas por meros momentos de lucidez,
Porque esses não revelam nada sobre nós,
O que chamamos de lúcido com tanta classe,
Nada mais é do que a máscara a cobrir nossa face.
Tudo o que me tornei é fruto de todo lodo em que me atirei,
De todo rio em que me banhei,
De cada pastagem por qual caminhei,
De cada riso que sorri...

E tudo o que me tornarei, será resultado do que ainda não vivi.


Larissa de Paula.

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